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Trabalhadores acreditam que projeto n�o sai do papel t�o cedo

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O zelador Jonatan de Barros Alves, 35 anos, não acredita que o projeto de construção de ciclovias nos dois sentidos da Via Expressa saia do papel em curto espaço de tempo. ?Isso é conversa antiga. Faz anos que ouço esta história e nada de construção. Não boto fé neste projeto, não?, comentou. Morador do bairro da Santa Lúcia, na parte alta da capital alagoana, Jonatan arrisca sua integridade física disputando, diariamente, espaço minúsculo com os carros, caminhões e ônibus do transporte coletivo porque precisa se deslocar ao trabalho num condomínio fechado do bairro da Serraria. ?Quem ganha salário mínimo não pode se dar ao luxo de pagar R$ 2,75 pela passagem. Sai muito mais barato viajar de bicicleta, embora seja muito mais arriscado?, explica. A solução encontrada pelo trabalhador para chegar ao trabalho e não torrar dinheiro com passagens foi investir numa bicicleta. Dois anos atrás, ele juntou suas parcas economias e pagou a primeira das 12 parcelas da ?magrela? equipada com amortecedores, avaliada, à época, em R$ 1.500,00. ?Dividi em onze meses. Foi um sacrifício pagá-la, mas é com ela que vou e volto do trabalho fazendo exercício?, diz, sorridente. A reportagem da Gazeta o entrevistou quinta-feira à tarde, em trecho da Via Expressa próximo ao Conjunto José Tenório. Suado e um pouco ofegante, não pestanejou quando questionado sobre a prometida ciclovia. ?Gostaria que existisse, mas, sinceramente, não acredito que saia do papel, não?. De casa ao trabalho, são 25 minutos de perigo na ida e mais 25 minutos no regresso. ?A viagem é até mais rápida de bicicleta?, comenta, alertando para o fato de não olhar para trás durante a viagem. ?É pedalar e rezar para que nada nos aconteça. A viagem é muito arriscada mesmo?, confessou.

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