Cidades
Ju�zes cobram solu��o para atraso de r�us
O deslocamento de reeducandos para julgamentos em fóruns da capital e do interior, que desde o governo passado se tornou um problema para juízes criminais, foi discutido, na tarde de ontem, com o secretário estadual de Defesa Social e Ressocialização, Alfredo Gaspar de Mendonça. A reunião ocorreu a portas fechadas. De acordo com os magistrados, por conta da falta de articulação com as unidades prisionais, foram várias as situações em que os júris atrasaram por mais de duas horas ou até não aconteceram, como já declarou várias vezes o juiz Geraldo Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital. Situação semelhante já viveu o juiz Léo Denisson, que atua na Comarca de Marechal Deodoro, já que, para a realização de alguns julgamentos, o reeducando precisa ser transferido para a cidade. Conforme se queixam os juízes, o descontrole é tanto que muitas vezes até as sessões na própria capital acabam sendo prejudicadas. De acordo com a presidente da Associação dos Magistrados de Alagoas, juíza Fátima Pirauá, além de prejudicar a celeridade dos processos, quando os julgamentos não ocorrem, por falta da presença dos reeducandos, todos os outros custos, inclusive a convocação dos jurados, bem como dos magistrados e promotores, são do Judiciário alagoano.