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SECA ATORMENTA ALAGOANOS

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É com palestras, visitas técnicas aos municípios, jogos educativos e peças teatrais que a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o Instituto do Meio Ambiente (IMA) e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) vão marcar a passagem do Dia Mundial da Água, neste domingo, 22. As ações, que se estenderão por toda a semana, são importantes como processo de conscientização, mas insuficientes se considerarmos que, este ano, a falta de chuvas deixou 36 municípios alagoanos em estado de emergência. O quadro de seca registrado no início de fevereiro último, que levou a Defesa Civil a estimar que mais de 415 mil alagoanos estejam sofrendo com a falta de água, continua. ?As secas prolongadas provocam efeitos também prolongados?, ressalta o professor Vladimir Caramori Borges de Souza, do Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Segundo ele, a chuva registrada até o momento ainda não é suficiente para encher os pequenos açudes e barreiros que abastecem as comunidades rurais. A situação está ocorrendo em todo o Nordeste brasileiro, que vive um período de seca bastante severo. ?Estamos com três anos consecutivos de chuvas bem abaixo da média?, explica o professor Caramori. É de conhecimento geral que as secas e inundações são processos naturais e de certa periodicidade. Em 2013, o Nordeste registrou sua pior seca em 50 anos, dado destacado no relatório ?Declaração sobre o Estado do Clima?, divulgado em março de 2014, pela Organização Meteorológica Mundial. O relatório, elaborado desde 1961, traz informações sobre chuvas, inundações, secas, ciclones tropicais, as camadas polares e o nível do mar em cada região do planeta. Por aqui, a própria Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) admite que está adotando medidas que poupam água, para garantir o abastecimento dos municípios em situação mais crítica de abastecimento. A razão é, segundo a empresa, a falta de água em seus mananciais. Os municípios de Satuba e Santa Luzia do Norte, na região metropolitana de Maceió, Estrela de Alagoas e Minador do Negrão, na Região Serrana, são citados. Para o professor Vladimir Caramori, os municípios da Zona da Mata e a capital têm uma situação relativamente tranquila. Nesta região, os mananciais são de boa qualidade e com vazão suficiente para o abastecimento público. No restante do Estado, as áreas urbanas dos municípios são abastecidas com água do Rio São Francisco, através de sistemas coletivos.

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