Cidades
Alagoas tem mosquito que transmite mal�ria
Levantamento feito pela gerência de Vigilância de Vetores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) mostrou que Alagoas tem nove espécies do mosquito Anopheles, que tem potencial para transmissão da malária. O estudo apontou que o inseto está presente na zona rural de todos os municípios. Apesar de o alagoano Agildo Pereira de Araújo, 34 anos, ter contraído a doença na África e estar em tratamento aqui no Estado, o risco de proliferação do mal é remoto, segundo um infectologista explicou à Gazeta. A pesquisa foi iniciada em 2011 e concluída em 2013, sendo utilizada para atualizar a chamada carta anofélica, um documento do Ministério da Saúde que cataloga as espécies do vetor da malária. A partir dele, o governo federal, em acordo com estados e municípios, traça diretrizes para controle de infestação e combate à doença, que somente é transmitida ao homem pela picada do inseto já contaminado. O biólogo e gerente de Vigilância de Vetores da Sesau, Carlos Fernando Rocha dos Santos, foi o responsável pelo referido censo. A equipe dele era composta por mais três técnicos de etimologia. Todos saíram em campo, capturaram o mosquito e fizeram a análise em laboratório. Após os experimentos, catalogaram nove espécies diferentes, todas capazes de difundir a malária, obviamente que umas mais que as outras. Carlos Rocha disse que os técnicos constataram que a maior incidência do vetor era nas regiões afastadas dos centros urbanos. Eles perceberam que o Anopheles estava concentrado nas áreas de matas e de alagamentos, onde, geralmente, tinham grandes açudes, lagoas e rios. Em Maceió, o pesquisador informou que foram encontrados alguns nas zonas extremas, sobretudo em Fernão Velho, porém numa região bem afastada da população.