Cidades
Grupo desenvolve solu��o alternativa para irriga��o
Quando o governo atentou para a precariedade no fornecimento da energia indispensável às improvisadas estruturas de irrigação das plantações de frutas e verduras à beira do Canal do Sertão, os primeiros 65 quilômetros da faraônica obra de infraestrutura hídrica já tinham sido concluídos com verba federal. ?A preocupação com o uso racional da água do canal é coisa recente?, observa o professor doutor Davi Bibiano, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e coordenador de um grupo de pesquisa que trabalha no desenvolvimento de solução alternativa para irrigação de lavoura com base em energia renovável. A ?solução barata?, avisa o professor, consiste em um kit composto por uma estação meteorológica que se comunicará, sem fio, com um controlador (computador), responsável pela decisão (baseada em sensor encravado no solo) de enviar a quantidade de água necessária ao desenvolvimento da plantação. O primeiro dos equipamentos, uma estação meteorológica portátil, já está pronto. ?Custou apenas R$ 1.000,00 e funciona muito bem. Já testamos, inclusive?, explica o professor. Os demais apetrechos do protótipo, que deve ser concluído até agosto, serão desenvolvidos com financiamento estadual. A preocupação com a geração de energia alternativa para fomentar o plantio de lavouras na região justifica o edital lançado, há mais de ano, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal). R$ 240.000,00 foram postos à disposição dos pesquisadores das áreas de Ciências e Engenharia da Computação.