Cidades
Fam�lia de oper�rio morto questiona acidente
A família ainda não entende de que forma José Carlos da Silva, de 46 anos, operário terceirizado da unidade BioFlex 1, da usina de etanol GranBio, localizada no município de São Miguel dos Campos, morreu, esmagado por uma máquina em operação. A Bioflex 1 é a primeira fábrica do Hemisfério Sul que produz etanol em escala comercial a partir da palha e bagaço de cana-de-açúcar O trabalhador foi enterrado ontem pela manhã, no município de Limoeiro de Anadia, onde a família da esposa, Sidirlene Lopes, tem um túmulo. ?Meu pai era um profissional cuidadoso e responsável. Não acreditamos que tenha se colocado em risco. Ele jamais faria isso?, disse a jovem Sirlane Lopes da Silva, de 21 anos, filha do operário. Em meio ao choque pela morte brutal e repentina do pai, ela diz que a família vai aguardar os resultados da investigação policial, para definir quais os caminhos a seguir, após a tragédia. Ontem, o delegado regional de São Miguel dos Campos, Nílson Alcântara, disse que o inquérito já foi instaurado e várias pessoas já foram convocadas a prestar depoimento. ?A princípio o caso será investigado como acidente. Vamos começar ouvindo todos os que estavam presentes?, disse Alcântara. O delegado afirmou ainda que somente quando ouvir os primeiros depoimentos poderá definir a linha de investigação inicial. Mas as condições em que José Carlos morreu, e as responsabilidades sobre o acidente, só serão determinadas com a conclusão da investigação. A filha do operário assegura que José Carlos era um profissional experiente, com vários cursos de formação. ?Ele fazia todos os cursos de capacitação que a empresa oferecia. Além da capacidade, era um profissional lúcido, atento. Ele tinha curso de brigadista, sabia identificar o perigo?, afirmou Sirlane Lopes.