Cidades
POPULA��O IGNORA PAISAGEM URBANA
Ir até o bairro histórico de Jaraguá é como fazer uma viagem ao passado, até as muitas ruínas e a modernidade dentro de outros imóveis informarem que o tempo passou. O nome do bairro foi dado como herança pelos índios Caetés, significa ?enseada das canoas? ou ainda, segundo uma outra interpretação, ?enseada do senhor?. ?Muitas pessoas veem Jaraguá como um bairro velho, de imóveis deteriorados, um estorvo para a cidade. Mas não sabem que Jaraguá nasceu antes de Maceió. Maurício de Nassau passou pela enseada do Jaraguá, que ainda não possuía um porto. Em 1611, já se falava na enseada de Jaraguá e de Juçara, foi daí que veio a evolução da cidade?, conta o historiador Benedito Ramos Amorim. Leonardo Gilvan é ambulante e vende alimentos em Jaraguá há aproximadamente dois anos. Apesar de saber que existe valor no local, reconhece que não sabe bem a história que ele possui. ?Acho que deveriam cuidar mais dos prédios, dá para ver que eles são históricos, mas estão bem acabados. Muitos turistas perguntam o que era cada um deles, mas não sei explicar muito bem?, conta o comerciante. Mesmo sem saber muito de história, Leonardo estava comercializando em um dos mais importantes pontos do bairro, onde Dom Pedro II desembarcou quando veio a Maceió, em 1859, ficando hospedado no palacete do Barão de Jaraguá, atualmente, prédio da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, localizada no centro da capital. Dias depois, foi inaugurada a Catedral Metropolitana de Maceió, projetada no estilo neoclássico pelo arquiteto de Dom João XI, Grandjean de Montigny. * Sob supervisão da editoria de Cidades.