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ARQUITETURA REVELA HIST�RIAS DA CIDADE

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A arquitetura de imóveis e logradouros de uma cidade vai além da beleza, ela conta histórias. Histórias que não precisam ser contadas apenas por livros ou ficar na memória dos mais antigos. Os patrimônios históricos e culturais de Maceió estão escondidos em meio ao ambiente contemporâneo, despercebidos aos olhos rápidos e pés apressados. A capital possui 55 Unidades Especiais de Preservação (UEPs) ? imóveis, praças, antigos cinemas, vilas operárias, entre outros ? e cinco Zonas Especiais de Preservação Cultural, que são os bairros de Jaraguá, Centro, Bebedouro, Fernão Velho e Pontal da Barra. As UEPs e as Zonas Especiais ganharam proteção após o Plano Diretor da capital, que entrou em vigor no ano de 2005. A partir daí, a preservação passou a ser lei e elas não podem mais ser modificadas sem autorização oficial, porém, algumas já haviam sofrido alterações. ?Os antigos cinemas foram os mais afetados, a estrutura interna já havia sido totalmente modificada. Até fora estão um pouco diferentes, mas, mesmo assim, os mantivemos como patrimônios?, contou Adeciane Souza, diretora do Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla). Mesmo sendo considerados patrimônios e devendo ser preservados, a maioria dos imóveis são privados e muitos deles são utilizados para fins comerciais, cabendo aos donos os cuidados necessários. A penalidade para quem não preservá-los é de multa, que pode chegar a até 50% do valor de cada imóvel. Bairros como Centro e Jaraguá já eram Zonas Especiais de Preservação Cultural desde 1996, anos antes do Plano Diretor. Segundo Adeciane, os proprietários das unidades que estão localizadas nos demais bairros foram notificados de seus deveres logo após a aprovação do Plano Diretor pela Câmara de Vereadores. Analisando a história, a evolução urbana e arquitetônica da cidade, uma linha de crescimento foi traçada para escolher quais lugares deveriam ser preservados para manter a identidade que Maceió construiu através dos anos. ?O Papódromo é uma unidade de preservação por conta da história e não da arquitetura em si. Procuramos preservar a cultura, coisas que as pessoas devem lembrar?, diz a coordenadora. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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