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Acidente completa um ano em meio a transtorno

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O desmoronamento de parte de uma das torres do Moinho Motrisa, fábrica de alimentos localizada na Avenida Comendador Leão, no bairro do Poço, em Maceió, completa um ano hoje. A maior parte dos moradores da Vila Nossa Senhora do Carmo, situada ao lado do moinho, ainda está fora de suas casas, e alguns estabelecimentos comerciais, inundados por toneladas de grãos, não reabriram. Eles resistem a voltar alegando que há riscos de novos desmoronamento, nos três silos restantes. São cerca de 20 proprietários, cujos imóveis foram atingidos no acidente, que esperam uma decisão da Justiça para definir o que fazer. Enquanto isso, recebem entre R$ 1.500 e R$ 3 mil para pagar aluguel de imóveis em outras áreas da cidade. ?O clima ainda é de tensão e tristeza?, disse o advogado Múcio Arruda, representante dos proprietários atingidos. Segundo ele, todos estão esperando o laudo da perícia judicial determinada pelo juízo da 4ª Vara Cível da capital, onde tramita a ação coletiva impetrada contra o Moinho Motrisa por danos materiais e morais. Os proprietários querem que a empresa se responsabilize pela recuperação dos imóveis, mas também se dizem inseguros para voltar sem garantias de que não há risco de novo desmoronamento.

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