Cidades
Com infec��o, homem espera por cirurgia
A dona de casa Edneide Macário da Silva teme pela saúde do filho, que foi mandado para casa com a perna quebrada e infectada por uma bactéria. O rapaz caiu de um ônibus, no 14 de fevereiro passado, e desde então enfrenta verdadeira via-crúcis para se recuperar. Aos 29 anos, Denisson Macário teve que voltar para a casa da mãe, no bairro do Jacintinho, em busca de apoio para fazer a cirurgia necessária à recolocação do osso quebrado. Quando sofreu o acidente, ele foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde, segundo a mãe, passou 10 dias sem assistência. Foi lá, afirma Edneide, que Denisson foi infectado. ?Meu filho não foi operado e ainda pegou a bactéria?, reclama a mãe. Ela conta que o rapaz foi transferido para a clínica Nossa Senhora de Fátima, no bairro do Poço, mas lá os médicos disseram que, com a infecção, não poderiam realizar a cirurgia. No dia 23 de março último, foi mandado para casa, até que haja condições de ser operado. ?Temo pela vida de meu filho, que está em casa, sem a assistência que precisa. Não sei mais o que fazer?, lamenta Edneide. Trabalhador autônomo, Denisson Macário é um dos pacientes beneficiados pelo mutirão que as secretarias estadual e municipal de Saúde foram obrigadas a realizar para que pessoas internadas aguardando cirurgias tivessem seus casos solucionados. A exigência foi da Defensoria Pública Estadual, que cobrou o procedimento.