Cidades
Sesau descarta leptospirose
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou, ontem pela manhã, nota oficial descartando a presença de leptospira nas vísceras da agente penitenciária Maria Sônia da Silva, que morreu domingo de madrugada, três horas depois de ser internada no Hospital Helvio Auto, com suspeita de ter contraído a doença no sistema prisional da capital. De acordo com o texto oficial, o ?Laboratório Central de Alagoas (Lacen) descartou que a paciente tenha contraído a bactéria leptospira, que ocasiona a leptospirose?. O resultado do exame foi divulgado com bastante antecedência, em razão da repercussão que o caso tomou. A assessoria de imprensa da Sesau informou que a redução da demanda por exames de urgência explica por que razão os técnicos do Lacen analisaram as vísceras da vítima ainda ontem, dois dias depois da coleta do material pelos médicos do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). A Gazeta não conseguiu confirmar, ontem, a informação de que o resultado seria preliminar e que, noutro momento, ainda haveria o fechamento do diagnóstico. Por enquanto, prevalece a informação do atestado de óbito emitido pelo SVO, domingo: sepsemia (infecção generalizada) e pneumonia. As suspeitas de que Sônia estaria com leptospirose foram levantadas pelo seu esposo, José Cícero Vicente Silvestre, segundo o qual ela trabalhou, no último fim de semana de março, no Baldomero Cavalcanti, onde teria comido pão perto do qual haveria ratos circulando. ?Ela mesma relatou que viu ratos andando próximo da cozinha?, afirmou José Cícero, em entrevista concedida ao portal G1. A direção do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagosa (Sindspen) confirmou a falta de higiene em presídios da capital.