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A dor da falta de assist�ncia � sa�de

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O nariz inchado é consequência das quedas repentinas, quando o rapaz entra em convulsão, problema que só pode ser resolvido com o apoio do poder público. Por isso, desde 2009, a dona de casa Ana Lúcia Santos da Silva, 37, luta para conseguir uma homecare (assistência em domicílio) e uma cadeira de rodas para que o filho, Paulo César de Oliveira Silva Júnior, de 20 anos, com paralisia cerebral, tenha uma vida digna. A luta da mãe é também para garantir suplementos alimentares e fraldas, pois suas condições financeiras são insuficientes para que esses produtos, essenciais à sobrevivência de Paulo César, não faltem. Como o rapaz só se alimenta de líquidos, os médicos recomendam que sua alimentação seja suplementada por preparações destinadas a fornecer nutrientes, como vitaminas e fibras. ?Mas tudo é muito caro?, lamenta Ana Lúcia, que teve de levar o filho para casa, após três meses de internação no Hospital Geral do Estado (HGE). Ela tem em seu favor decisão judicial para receber os suplementos e as fraldas do Sistema Único de Saúde (SUS), mas nem o município nem o Estado estão cumprindo a determinação. Por isso, com apoio da Defensoria Pública Estadual, a dona de casa decidiu tornar pública sua angústia e cobrar a assistência a que o filho tem direito. Ela afirma que, nas sucessivas vezes em que foi à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), recebeu a mesma resposta. ?Eles dizem sempre que os produtos estão em falta, por débito com os fornecedores?, reclama Ana Lúcia.

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