Cidades
Corte de verbas federais atinge a Ufal
O cenário nacional da economia, com previsão de cortes e ajustes em orçamentos de todos os setores da estrutura federal, vai chegar às universidades. Este fato tem preocupado os reitores, em especial o da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), professor Eurico Lôbo, porque as dificuldades chegam em momento de expansão. ?O governo está pregando uma redução de custos e nós aqui na Ufal estamos com 52 obras em andamento. É claro que com elas em funcionamento teremos aumento de custeio?, revelou o reitor. Isso inclui os gastos com empresas terceirizadas de segurança, limpeza, além dos débitos com eletricidade. Conforme revelou o reitor, no momento, mesmo sem o corte anunciado, mas já sob impacto do contingenciamento do orçamento do ano passado ? aproximadamente R$ 165 milhões (custeio + investimentos), sendo R$ 99 milhões apenas com custeio ?, a universidade tem contas em atraso. ?Como em 2014 houve o contingenciamento, estamos gerenciando, mês a mês, nossos pagamentos?, disse Eurico. Com isso, contas de energia e contratos com empresas não estão em dia. Os débitos só estão sendo pagos sempre no limite do terceiro mês. Ou seja, quando chega nessa fase, são pagos dois meses anteriores, ficando ainda o terceiro em aberto. Nos últimos três meses, com o atraso na aprovação do Orçamento Geral da União, a Ufal e as demais instituições foram obrigadas a ?sobreviver? com 1/18 do orçamento do ano anterior. Na prática, se nem o que era previso saiu em sua totalidade, manter a estrutura com menos recursos tem criado uma equação difícil de ser solucionada.