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Acusados de crimes s�o submetidos a julgamentos

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Começou ontem e segue até sexta-feira, a segunda edição da Semana Nacional do Júri, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e que é organizada, em Alagoas, pelo Tribunal de Justiça (TJ). Dois júris na capital e 14 nas comarcas do interior abriram a programação. A maioria dos júris ocorreu durante a manhã. Em Maceió, um dos julgamentos foi suspenso devido à ausência de um dos réus, que viria de Recife (PE), e de outra testemunha. A previsão é que sejam julgados mais de 70 casos, alguns deles emblemáticos, no decorrer da semana. O presidente do TJ, desembargador Washington Luiz Damasceno, informou que o objetivo é acelerar o cumprimento das metas de persecução penal, estabelecidas pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp). Foram pautados 79 processos, sendo 13 na capital e 66 no interior. Em Maceió, o réu Mauro Jorge da Silva Lúcio foi condenado a 10 anos de prisão pela morte de José Ronaldo Padrilha Silva, crime ocorrido em 19 de abril de 1998, em uma barraca de praia situada no bairro de Jacarecica. No júri, presidido pelo juiz John Silas (8ª Vara Criminal), o promotor criminal Marcus Mousinho pediu a condenação do acusado por homicídio duplamente qualificado (motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima). A defesa, por outro lado, representada pela advogada Patrícia Bianca Gomes de Lima, alegava que o crime foi cometido em legítima defesa, tendo em vista que o réu teria sido ameaçado de morte pela vítima e, numa discussão entre os dois, o assassinato ocorreu. Mauro chegou a ser preso por um tempo e conseguiu a medida cautelar de ser monitorado eletronicamente.

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