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Chesf ter� que pagar preju�zos causados por polui��o de rio

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A análise feita pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) mostrou que a mancha escura que surgiu há cerca de 10 dias no trecho do Rio São Francisco que passa pelo município alagoano de Delmiro Gouveia, impedindo o abastecimento de oito cidades, é formada por microalgas geralmente encontradas em fundos de barragens. O material orgânico poluiu o rio quando a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), abriu as comportas do reservatório-lago Belvedere, do Complexo Apolônio Sales, em Paulo Afonso (BA), com cerca de 26 milhões de metros cúbicos, depois de 30 anos de represamento. Para limpá-lo, a Companhia Hidro Elétrica liberou 80% desse volume, operação na qual foram liberados os sedimentos parados no fundo do lago durante as últimas três décadas. As microalgas se reproduziram em tamanha quantidade que tornaram a água dos trechos por onde passam imprópria para o consumo humano, podendo, se não forem dispersadas com o aumento da vasão do rio, provocar mortandade de peixes. Ressaltando que já normalizou o abastecimento nas oito cidades atingidas, o diretor de operações da Companhia de Saneamento de Alagoas ( Casal), Jorge Brizeno, disse que a estatal vai cobrar da Chesf os prejuízos que teve com a suspensão do consumo durante nove dias, e que foram estimados em R$ 500 mil. Já o IMA vai dimensionar os danos ambientais provocados após a operação de esvaziamento do reservatório, para definir quais normas da legislação ambiental foram infringidas e, se for necessário, multar a Chesf. O resultado da análise foi apresentado ontem, durante entrevista coletiva na sede do instituto, em Maceió, da qual participaram diretores da Casal e do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF).

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