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Hipermercado � interditado por crime ambiental

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Os fiscais aguardaram a saída dos clientes em compras que, como os que chegavam, foram surpreendidos pelo fechamento, na manhã de ontem, do Hiper Bompreço, uma das grandes redes de supermercado de Alagoas. Depois de constatar a degradação do trecho de Mata Atlântica nas proximidades da área onde está localizado, no bairro Gruta de Lourdes, a Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) decretou a interdição do Hiper até a correção do crime ambiental. O estabelecimento é acusado de jogar esgoto não tratado diretamente numa Área de Proteção Permanente (APP). Segundo a Sempma, a empresa, que pertence ao grupo WalMart, é reincidente na mesma infração ? degradar o meio ambiente ?, tendo sido notificada nos anos de 2010 e 2011. Desde essa época, revela a secretaria, o sistema de tratamento de esgoto do hipermercado não funciona, e todos os dejetos estão sendo jogados no meio ambiente. A poluição da APP gerou a insatisfação dos moradores do entorno, que desde 2011 cobram providências por parte do órgão municipal de proteção ambiental. Além de um condomínio de classe média alta, a denúncia foi feita também por moradores da comunidade Grota do Ouro Preto, aonde os dejetos estavam chegando. Nos dias 19, 23, 25 e 26 de março e 6 e 7 de abril últimos, técnicos ambientais recolheram amostras da água na unidade de conservação. Os exames revelaram um percentual de coliformes fecais superior a 1.000%. AS EXIGÊNCIAS O hipermercado foi notificado outras vezes, mas não adotou as medidas determinadas pela Secretaria de Meio Ambiente. Sem a regularização da situação danosa, a consequência foi a interdição, que só pode ser suspensa quando o Hiper apresentar à Sempma um novo projeto de tratamento de efluentes e assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O secretário de Proteção ao Meio Ambiente, Davi Maia, disse ainda que o hipermercado terá que retirar os dejetos lançados irregularmente na área de preservação. ?Estamos engajados em combater os crimes ambientais em nossa capital. O que compete à Sempma, nossos fiscais estão instruídos a tomar medidas enérgicas e de tolerância zero aos empreendimentos e estabelecimentos que não respeitarem a legislação ambiental?, afirmou o secretário, por meio da assessoria de comunicação.

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