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Decis�o da Justi�a leva servidores a acabar greve

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Pressionados por decisão judicial que considerou a greve ilegal, e ameaçados pela cobrança de multa no valor de R$10 mil diários contra as respectivas entidades sindicais, em caso de descumprimento da sentença, os servidores públicos municipais decidiram, ontem, suspender a paralisação que já durava quase três meses. Os sindicatos pretendem recorrer, mas as categorias reunidas consideraram mais prudente retornarem ao trabalho, enquanto aguardam esse encaminhamento. A greve, iniciada em fevereiro, abrange cerca de dez mil trabalhadores, segundo as lideranças do movimento, entre eles, servidores administrativos, agentes de saúde, guardas municipais e outras categorias. Eles querem reajuste salarial de 14%; implantação e pagamento retroativo das progressões por mérito de julho a novembro, e da progressão por titulação, dentre outras reivindicações. NEGOCIAÇÃO Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindipref), Sidney Lopes, mesmo retornando ao trabalho, em cumprimento à decisão judicial, os servidores ainda esperam a negociação. ?Vamos cumprir a decisão da Justiça, o pessoal volta a partir hoje, mas vamos recorrer. Demos um prazo ao prefeito Rui Palmeira, até 10 de maio, para que ele sente conosco e negocie o aumento salarial?, diz o sindicalista. Ele argumenta que a ilegalidade da greve pegou as categorias de surpresa, já que o período é de data-base ? quando são discutidos aumentos salariais e contratos de trabalho. Sidney também destacou que os funcionários vinham cumprindo a indicação de manter 50% dos serviços funcionando, mas dependem da administração municipal para provar isso. ?O desembargador solicitou que a gente provasse que estava mantendo os 50%. Mandamos um ofício à prefeitura solicitando a frequência, que é de controle do município e não do sindicato, e até hoje não mandaram. Anexamos o ofício à petição, mas o desembargador entendeu que quem tem que provar é o sindicato. Só posso provar isso se o município liberar a frequência. Vamos entrar com o pedido judicialmente?. SEM CONDIÇÕES De acordo com o presidente do Sindipref, os postos de saúde estão sem funcionar, não devido à falta de funcionários, mas às condições de trabalho. Ele falou que novas denúncias sobre a situação devem ser feitas pelo sindicato. ?A Justiça deveria obrigar o prefeito a abrir com condições. Culpar o servidor, dizer que está fechado por uma greve, é ridículo. Não tem é condições?, expôs.

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