Cidades
Carceragens ficam superlotadas
Contrariando uma ação civil ingressada pelo Núcleo de Direitos Difusos, Coletivos e Humanos da Defensoria Pública do Estado de Alagoas, em 2014, a Casa de Custódia e a Central de Flagrantes, em Maceió, apresentam, mais uma vez, superlotação. Segundo portaria da 16ª Vara de Execuções Penais, a lotação máxima para a Central de Flagrantes, localizada no bairro do Farol, é de 26 presos, porém, na manhã de ontem, apresentava 40. Numa tentativa de melhorar a situação no local, cinco desses detentos foram transferidos para a Casa de Custódia, localizada no bairro do Jacintinho. Mas de nada adiantou, pois a situação no local é ainda pior. Podendo abrigar 29 presos, no tempo máximo de 48 horas, a Casa apresentava 81. Quase o triplo de sua capacidade. Apesar da grande quantidade de pessoas, os funcionários das unidades da Polícia Civil do Estado de Alagoas ainda estavam aceitando novos presos. ?Quem vai chegando tem que ficar preso. O que a gente pode fazer? Infelizmente estamos de mãos atadas?, disse um dos funcionários da Central de Flagrantes que preferiu não se identificar. Segundo Alexandre Barbosa, diretor da Casa de Custódia, a situação se deve à falta de vagas no sistema prisional. ?A deficiência de vagas no sistema prisional causa esse tipo de coisa. Ficamos sem ter o que fazer sobre o assunto?, disse. * Sob supervisão da editoria de Cidades.