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LGBTs s�o ouvidos pelo governo

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Somente este ano, três mortes motivadas por homofobia foram registradas em Alagoas. Na manhã de ontem, representantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis) se reuniram com o secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, no Palácio República dos Palmares, centro de Maceió, para cobrar políticas de proteção a este segmento da sociedade. Os recentes cortes de verbas na nova gestão do governo estadual atingiram, diretamente, as políticas voltadas ao público LGBT. Segundo Rafael Gomes, vice-coordenador nacional do Arte Gay Jovem, desde o início do ano não há funcionário na gerência da Secretaria de Estado da Mulher e Direitos Humanos destinada a atender ao público gay. ?O secretário se comprometeu a atender essa demanda de imediato, para que a gente volte a ter representantes que pensem em medidas para impedir o avanço da violência contra os homossexuais?, afirma. Segundo Rafael, os assassinatos com conotação homofóbica acontecem, com maior frequência, no interior do Estado. ?Dos três crimes que ocorreram este ano, dois foram no interior, onde as políticas para a população gay são ainda mais precárias do que na capital?, diz. As entidades representativas do movimento LGBT reivindicaram também políticas na área da saúde, educação e segurança. Rafael Gomes ainda contou à reportagem que travestis encontram dificuldades quando buscam atendimento na rede pública de saúde. ?As travestis buscam o atendimento, mas são ignoradas pela Secretaria de Atenção à Mulher. Eles não reconhecem o gênero feminino nas meninas e elas ficam sem o auxílio necessário?. A reunião também abordou a posse dos membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos LGBT, que deve ser formado por onze membros da sociedade civil e outros onze do poder público. Até o momento, o conselho conta somente com os representantes da comunidade e não desenvolve atividades por falta de quórum. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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