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CRISE DA CANA DEVE ABRIR OUTRAS OPORTUNIDADES

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O Centro-Sul permanece sendo a área mais rica do Brasil, mas, aos poucos, tem deixado de ser a mais visada pelos nordestinos. A análise do economista Cícero Péricles mostra que a migração sempre foi constante na história moderna nordestina. Ele cita o fluxo histórico para a Amazônia, na era de ouro do ciclo da borracha, entre 1880 e 1920; a migração de nordestinos para a construção civil e setor de serviços na capital federal, o Rio de Janeiro, nas décadas seguintes, que levou milhões de pessoas para lá; a industrialização paulista, nos anos 1950 até 1980, reconhecidamente um fenômeno com a participação massiva dos nordestinos e sem esquecer da construção de Brasília, na segunda metade dos anos 1950 até 1970, que, na avaliação dele, seria impossível sem a presença dos filhos desta região. No entanto, segundo ele, esse tipo de mobilidade desapareceu. O superintendente regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Israel Lessa, diz que nunca o Estado de Alagoas conseguiu atrair empresas, na forma de polos industriais. Segundo ele, a implantação de empresas sempre aconteceu em ritmo de conta-gotas aqui, ao ponto de se comemorar a chegada de firmas que empregam menos de 100 trabalhadores.

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