Cidades
Servidores realizam ato p�blico
Funcionários do PAM Salgadinho fizeram um ato público, ontem pela manhã, para cobrar reestruturação do posto, reabertura de algumas alas, melhores condições de trabalho, maior estoque de medicamentos na farmácia e mais médicos especialistas no atendimento ao público. O movimento foi liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho de Alagoas (Sindprev-AL), mas ganhou o reforço dos próprios usuários, que sempre reclamam da falta de profissionais e da demora na marcação de consultas. A presidente do Sindprev-AL, Lúcia Maria, diz que o PAM está sucateado. ?Este posto deveria ser referência em serviços, mas, infelizmente, até o mais básico falta para os trabalhadores da saúde. Esta estrutura existe apenas para servir aos políticos, que adoram fazer promessas nas épocas eleitorais. Nós atendemos à demanda da capital e do interior, fato que não deveria acontecer. A superlotação nos restringe e prejudica o povo?, comentou. O funcionário Manassés Santana, que trabalha no posto há 11 anos, classifica como positivo o ato público. Segundo ele, é necessário fazer movimentos para que os trabalhadores sejam ouvidos pelas autoridades. ?Não aguentamos mais a precariedade. O posto não recebe investimento da Secretaria da Saúde e, às vezes, nós tiramos do nosso próprio bolso para comprar itens indispensáveis para conseguir trabalhar. Na farmácia, faltam medicamentos para doenças crônicas, além da pouca quantidade de funcionários. A ideia é sucatear o posto para terceirizar?, desabafa. De acordo com Cícero Lourenço, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), os sindicalistas enviaram vários ofícios para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió e não receberam qualquer resposta. ?Falta cobertura ampla nos Programas de Saúde da Família (PSF), que cobre apenas 29% de Maceió. Isso gera superlotação no Hospital Geral do Estado (HGE) e no próprio PAM?, informa. * Sob supervisão da editoria de Cidades.