Cidades
Professores mant�m greve
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) realizou, na tarde de ontem, uma assembleia para decidir os novos rumos da greve, instaurada desde o último dia 22, nas escolas da rede pública de Maceió. Reunidos na sede do sindicato, no bairro da Cambona, a categoria decidiu pela manutenção da paralisação. Com isso, 30 escolas continuarão fechadas, deixando 55 mil estudantes sem aula. ?A assembleia teve uma ótima adesão da categoria. Aproximadamente 300 servidores estiveram reunidos e decidimos pela manutenção da greve, pelo menos até a próxima reunião com a prefeitura, marcada para o dia 13 de maio?, explicou a presidente do Sinteal, Maria Consuelo Correia. No último dia 24, o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) determinou o fim da paralisação. O desembargador James Magalhães Medeiros considerou abusiva a mobilização e determinou uma multa diária no valor de R$ 10 mil para o sindicato, alegando que a prefeitura havia feito um acordo com o Judiciário estabelecendo a data-base para a negociação salarial para maio deste ano. ?Mesmo diante da decisão judicial, decidimos pela manutenção da greve. Estamos levando as reivindicações à Secretaria Municipal de Educação desde o início do ano e nunca somos atendidos. Já ouvimos muitas promessas?, diz Maria Consuelo. Segundo a categoria, há no sistema público de ensino uma precarização do trabalho do professor. Girlene Lázaro, professora há 30 anos, explica que estagiários contratos pelo poder público assumem o posto que deveria ser ocupado por profissionais formados. ?Os estagiários assumem a responsabilidade de professor e exercem uma função que para nós é ilegal, tendo em vista que um acadêmico ainda não possui os requisitos necessários ao ofício. É injusto com a categoria, com os alunos e com os futuros profissionais que deveriam ser supervisionados e orientados da melhor forma possível?. * Sob supervisão da editoria de Cidades.