Cidades
Advogados s�o barrados no Cadei�o
Advogados da Associação dos Advogados Criminalistas de Alagoas (Acrimal) denunciam que estão sendo impedidos de atender seus clientes presos na Casa de Detenção de Maceió, o ?Cadeião?. Uma reunião foi realizada na manhã de ontem com a direção do presídio, e a principal alegação apresentada foi o baixo número de agentes penitenciários ? segundo o sindicato da categoria, são apenas sete profissionais por turno para aproximadamente 700 reeducandos. De acordo com o presidente da Acrimal, Thiago Pinheiro, apesar de a alegação da direção ser pertinente, ?os advogados têm o dever e o direito de entrevistar o preso, seja para assinar uma procuração ou mesmo para uma simples orientação jurídica?. ?Sabemos que eles correm risco lá dentro. Porém, não podemos ter prejuízos no exercício profissional, comprometendo a defesa dos nossos clientes?, afirmou. De acordo com dados repassados pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindapen), atualmente, o Estado conta com apenas 600 agentes penitenciários efetivos, 50% a menos do número considerado ideal para atender à demanda. E, segundo o diretor de Relações Institucionais do Sindapen, Fernando Oliveira, as condições de trabalho são precárias. ?Nós sabemos que o trabalho do advogado é importante, mas também prezamos pela segurança de todos. Se um advogado chega para conversar com um detento, um agente precisa se deslocar para conduzir o reeducando ao parlatório (local reservado para a conversa entre advogados e detentos). Com isso, desfalcamos nossa equipe, pondo todos em risco e comprometendo a segurança do local?, diz Fernando Oliveira. Ainda de acordo com o diretor do Sindapen, o presídio em que a situação é mais agravante é o Baldomero Cavalcanti, onde, por dia, cinco agentes cuidam de aproximadamente 900 presos. ?Nos demais, o número de detentos é menor, mas não muito diferente. O Cyridião Durval, por exemplo, conta com sete agentes trabalhando diariamente, cuidando de pouco mais de 700 detentos. É mais de 100 pessoas para cada agente?, afirma.