Cidades
PAPAIS DE CORA��O
?O lar de muitos casais poderia ser o local mais seguro para crianças que estão em abrigos esperando a chance de ter uma família?. A opinião é da jornalista e pastora Joseide Mendonça de Carvalho, que, em pleno acordo com o esposo, pastor Nairo Carvalho de Melo, do Ministério Nova Vida, e com os dois filhos biológicos, adotou, legalmente, 10 crianças e jovens, nos últimos quatro anos, e ainda aguarda o processo de outros nove. Este exemplo de criar ?filhos do coração? ajudou a reduzir a quantidade de crianças que espera por adoção em Alagoas: atualmente são 60 no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), disponibilizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Quando ouviu relatos do histórico de vida de dois irmãos que foram abandonados pelos pais e foram parar em um abrigo, o coração de Joseide se comoveu. Apesar de tão pequenos, aqueles garotos já encaravam a vida sozinhos, sem esperança de futuro e de ter um lar para, pelo menos, dormir e comer. A visita à casa de acolhimento aconteceu dias após e, cheia de afeto para dar, a pastora decidiu orar e, em seguida, conversar com o marido. O desejo, naquele momento, era criar os dois irmãos. Sem qualquer resistência, o casal partiu para as vias legais. Informou-se do procedimento para adoção de crianças, procurou a Justiça e passou a integrar a lista do CNA. Quando estava apto a adotar, os garotos haviam sido acolhidos por outra família. ?Estávamos esperançosos e dispostos a seguir em frente, motivados pelo desejo de acolher outros à nossa família. E a história desses irmãos era difícil. As pessoas que chegavam ao abrigo só tinham desejo de adotar um dos meninos. O outro ficaria só. Isso me comoveu?, diz. Ela lembra que foi informada da chegada de outros irmãos no abrigo (um de 3 anos e outro de nove meses), depois se interessou por mais três, outros dois e, aos poucos, chegaram aos dez. Todos passaram pelo período de adaptação e, com as idas e vindas, a adoção foi efetivada pela Vara da Infância e da Juventude. Para cada criança adotada, o casal de evangélicos conhecia, primeiro, a história de vida, trabalhava a convivência para, em seguida, enfrentar os trâmites burocráticos na Justiça.