Cidades
Aumento da vaz�o dissipa concentra��o de algas
A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) constatou in loco a movimentação da mancha de algas que se formou no lago da barragem de Xingó, no município de Delmiro Gouveia. O deslocamento da mancha, que vinha se mantendo estacionária há várias semanas, ocorre depois que a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) aumentou a vasão do lago para 1.500 metros cúbicos por segundo. Desde o dia 1º e até a próxima sexta-feira, 8, a Chesf fará pulsos de vazão diários no rio, tentando remover e dissipar a mancha que, ao ser descoberta, no final de março, deixou sem água oito municípios alagoanos. ?É animador perceber que houve deslocamento, mas ainda não foi o suficiente para fazer com que a mancha desça a barragem, entrando no leito do rio. Temos que esperar?, disse o engenheiro civil Antônio Fernando Santana do Nascimento, superintendente de Negócios do Interior da Casal. O aumento foi proposto pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CHBSF), como forma de dispersar as algas da espécie Ceratium furcoides, que vazaram quando a Chesf abriu as comportas do reservatório-lago Belvedere, do Complexo Apolônio Sales, em Paulo Afonso (BA), liberando 80% dos 26 milhões de metros cúbicos de água, depois de 30 anos de represamento. O problema foi constatado no final de março último e, desde então, vem sendo acompanhado pela Casal e pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL), que apontaram a Chesf como responsável pela poluição de um vasto trecho do Lago de Xingó, no município alagoano de Delmiro Gouveia.