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Esgotos poluem e espalham doen�as na capital alagoana

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Maceió está atrasada no quesito saneamento básico, mas a culpa não é exclusivamente do poder público. A malícia e a falta de educação das pessoas levam água podre aos rios, praias, lagoas, contaminam áreas de proteção ambiental, deixam ruas fétidas e espalham doenças. Na capital, 65% do esgoto produzido não recebe tratamento pelo emissário submarino. As zonas que não têm rede coletora adotam estações próprias para tratar os efluentes líquidos, constroem fossas ou fazem ligações clandestinas, que desembocam em áreas protegidas ou no meio da rua. A Ong Trata Brasil informa que, em esgotamento sanitário, a capital alagoana está na 14ª posição nacional em tratamento e na 4ª posição entre os estados do Nordeste. Os órgãos ambientais admitem que remam contra a maré. O Ministério Público Estadual (MPE) também tem atuado na questão e alguns inquéritos instaurados viraram ações judiciais. Por falta de investimentos nesta área que resolvam ou amenizem a dificuldade com o tratamento de esgoto, as equipes até que fiscalizam com grande frequência, mas, em pouco tempo, deparam-se com reincidências. E a ausência de conscientização alcança áreas residenciais, comerciais e grande empreendimentos. Uma enxurrada de notificações, autos de infração, aplicação de multas e interdições acontece o ano inteiro. Apesar das punições, nem sempre a situação é contornada. A distribuição de água e a gestão da rede coletora de esgoto são administradas, por meio de concessão pública, pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). E o serviço da distribuidora é bastante questionado pela Prefeitura de Maceió. A Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), por exemplo, já aplicou diversas multas à Casal por irregularidades encontradas nas estações de tratamento espalhadas pela cidade. Além disso, os fiscais acreditam que a tubulação deveria ser melhor distribuída.

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