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M�ES CRIAM ASSOCIA��O PARA GARANTIR CUIDADOS

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O desejo de um local para tratamento dos filhos delas, e de outras mães também, explica por que Mônica Ximenes, professora do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), uniu-se às amigas e fundou, em novembro de 2008, a Associação de Amigos do Autista de Alagoas (AMA), entidade sem fins lucrativos. ?Ou a gente criava uma estrutura para tratamento ou nossos filhos cresceriam sem nenhum apoio especializado. Não havia alternativa. Alugamos uma casa e começamos, buscamos qualificação e fomos adiante na luta para garantir assistência especializada?, explicou a professora Mônica Ximenes. No princípio da associação eram quatro casais e mais três mães com filhos autistas. Eles não tinham alternativa senão ratear todas as despesas, seja com material, seja com profissionais especializados. Sete anos depois, a filosofia da associação é a mesma: divisão proporcional de ônus e bônus também. Quarenta autistas, dentre os quais crianças e adolescentes, recebem assistência especializada de psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, educadores físicos, pedagogos e terapeuta musical. São mais de 2 mil atendimentos individuais por mês, que custam mais de R$ 50 mil/mês. A necessidade de atendimento individualizado explica por que razão não é nada barato fornecer assistência de qualidade aos portadores da síndrome. Cada um depende de um tratamento para superar sua limitação, conforme observou a reportagem da Gazeta de Alagoas, na tarde da última terça-feira. A terapeuta ocupacional Wivianne Amorim Araújo, mestra em Psicologia Cognitiva, explica que o tratamento clínico só surte efeito se houver interação familiar. ?A gente estabelece metas de atividades que precisam ser repetidas em casa. Só assim é possível obter bons resultados com o tratamento?, avisa.

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