Cidades
Programas recuperam 39% dos dependentes
Mais de 10 mil usuários de drogas em Alagoas já receberam ajuda oficial para tentar se livrar da dependência química, do tráfico de entorpecentes e da criminalidade atrelada ao comércio de entorpecentes, entre 2010 e 2014. Desse total, 39% (3.964) não teriam retornado ao uso de drogas. Os números são de pesquisa do Centro de Educação Profissional e Superior Santa Maria (Cenfap), com 10.166 dos mais de 12 mil dependentes químicos beneficiados pela Rede Acolhe, criada pela então Secretaria da Paz (Sepaz) por meio do repasse de verbas a 32 comunidades acolhedoras. O monitoramento dos internos é feito por psicólogos que atuam nessas comunidades por meio de um sistema de checagem biométrica. Os profissionais envolvidos no tratamento também alimentam relatórios com detalhes de cada caso, nas seis comunidades de Maceió e nas 26 espalhadas pelo interior. Por cada dependente químico internado, o governo paga uma diária. São R$ 33,00 para homens e R$ 50,00 para mulheres e adolescentes, segundo informações repassadas à Gazeta pela assessoria de imprensa da Secretaria de Prevenção Social à Violência (Sepod), nova nomenclatura da Sepaz. Foram assegurados pela atual administração estadual, R$ 2,5 milhões para custear a Rede Acolhe. O dinheiro para o tratamento dos dependentes provém do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), robustecido com 2% descontados sobre o ICMS dos combustíveis.