Cidades
Falta de insumos prejudica HGE
O presidente do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), Fernando Pedrosa, alertou que o desabastecimento de insumos básicos como gaze, xilocaína, atadura, esparadrapo e fios para sutura explica por que 70% dos procedimentos médicos não estariam sendo realizados pelo Hospital Geral do Estado (HGE), principal unidade de emergência alagoana. Ele admite recorrer ao Ministério Público Estadual (MPE) para que o governo resolva o problema que acarreta prejuízos aos pacientes. ?Depois das reclamações dos colegas, fomos ao hospital e constatamos a ausência de itens básicos, como xilocaína, gaze e até cânula para entubação de pacientes em centro cirúrgico. A situação é extrema. Se não houver reversão da impossibilidade de se prestar a assistência médica adequada, a coisa vai evoluir da falta de atendimento para os óbitos?, alertou o médico Fernando Pedrosa, em entrevista coletiva, ontem à tarde. O desabastecimento do HGE, fato considerado rotineiro por alguns servidores, teria sido agravado a partir de janeiro deste ano, quando a Secretaria Estadual de Saúde não conseguiu garantir recursos para honrar valores devidos pelo fornecimento de insumos em 2014, que era responsabilidade do governo Teotônio Vilela. ?A responsabilidade pelo não pagamento dos fornecedores é do Estado. Eu nunca vi uma situação de desabastecimento como esta. Falta quase tudo. A consequência é uma só: assistência precária e mortes de pacientes?, alertou Wellington Galvão, presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), e que também visitou o HGE, ontem. Os empenhos de recursos deste ano estariam em dia, mas, ante à suposta perspectiva de não receber valores atrasados, os fornecedores teriam decidido interromper o abastecimento de materiais básicos. ?A dívida é de governo e deve ser honrada. As empresas têm seus compromissos e não podem se responsabilizar pelos ônus junto aos fabricantes?, emendou Galvão.