Cidades
Paciente luta na Justi�a por medicamento
Desde dezembro sem conseguir tomar o medicamento que alivia as reações provocadas por uma cirrose autoimune, a funcionária pública Daniela Karla dos Santos, de 41 anos, vive dias de angústia. O remédio Ursacol (de 300 mg) não está disponível para ela na Central de Abastecimento Farmacêutico de Maceió e o tratamento ficou prejudicado. O quadro de saúde de Daniela inspira cuidados e a única solução é o transplante de fígado. Até conseguir um doador, ela precisa da medicação para ter sobrevida. A doença foi descoberta em 2007 após uma investigação médica. Além de cirrose hepática, os exames também revelaram hepatite autoimune. Inicialmente, a paciente foi tratada à base de azatioprina. No entanto, a substância não permitiu uma melhora e, em 2011, após novos testes, a equipe de profissionais que a acompanhava receitou o ácido ursodesoxicólico, princípio ativo do Ursacol. Para conseguir os comprimidos, Daniela foi orientada a procurar a Justiça. Atualmente, uma caixa do remédio custa, em média, R$ 125. Porém, ela precisa tomar três cápsulas diariamente (dose máxima em casos de cirrose agravada). ?Não tenho condições de comprar. Por isso, pego na farmácia do município. Só que desde dezembro não pego. Os funcionários alegam que os lotes não chegaram e estão sem previsão?, diz.