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Profissionais em perigo

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Está ficando cada vez mais complicado executar determinadas atividades profissionais em Alagoas. Os carteiros, por exemplo, deixaram de entregar encomendas em algumas localidades da capital por causa da violência. Na última sexta-feira, os Correios anunciaram que vão ser suspensas as entregas domiciliares de encomendas (Sedex e PAC), no período de 1º a 20 de junho de 2015, em algumas regiões dos bairros do Bom Parto, Vergel do Lago, Trapiche da Barra e Chã da Jaqueira. Na Vila Brejal, que fica no Vergel do Lago, os carteiros só entram em grupo e aos fins de semana, sempre no primeiro horário. De dezembro até agora, 16 assaltos abalaram a categoria, fora os sete casos das agências atacadas por bandidos. A maioria (14, sendo mais preciso) dos ataques foi aos entregadores de malotes de encomendas, que rodam nos veículos na capital. Dos 600 carteiros de Alagoas, pelo menos 100 deles já foram assaltados. A categoria sabe bem os moldes da abordagem dos bandidos. A ação é sempre muito parecida, mas, para todas elas, não há qualquer estratégia de inibição. O Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect-AL) revela que os criminosos param uma caminhonete em frente ao carro que está a serviço da estatal, rendem os funcionários e exigem as encomendas, geralmente adquiridas pelos consumidores via internet. Quando são mais audaciosos, pegam até o fardamento dos entregadores para usá-los em outros assaltos. Há registros policiais em que ladrões disfarçados de carteiros chegam nas residências e, quando o morador abre o portão, é mantido refém. ?É evidente que os trabalhadores que rodam nos veículos estão em situação de maior vulnerabilidade. Eles são os responsáveis por levar as encomendas de maior valor, e os bandidos sabem disso. Quando o assalto acontece a esses entregadores, a carga é sempre roubada?, comenta o presidente do Sintect-Al, Altanes Holanda.

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