Cidades
Guardas municipais querem PCC e piso salarial de R$ 300
Os guardas municipais aprovaram ontem, em assembléia realizada no auditório do Sindicato dos Urbanitários, o texto final do Plano de Cargos e Carreira da categoria, bem como o próprio estatuto. ?O próximo passo é apresentar ambos os projetos para a prefeita Kátia Born, que deve analisar o material e enviar para que a procuradoria dê um parecer, e para os vereadores, a fim de que seja apreciado na casa?, disse o presidente do Sindicato dos Guardas Municipais, Carlos Antônio Alves de Souza. Ele explicou que atualmente são cerca de 1.000 guardas trabalhando em Maceió, protegendo o patrimônio público e os cidadãos, mais especificamente os servidores municipais em seus postos de trabalho. Profissão de risco Carlos explica que as atividades exercidas pelos guardas municipais representam constantes riscos de vida. ?Todos nós sabemos disso e exercemos bem o nosso papel, mas é fundamental que os nossos direitos e o nosso empenho sejam reconhecidos pela municipalidade?, destaca ele. ?Usamos arma em serviço, andamos fardados e temos jornada de 24 horas. Somos, portanto, uma categoria diferenciada. Estamos em constante atividade de risco, portanto, é urgente que tenhamos o nosso próprio estatuto e o PCC, inclusive no início elaboramos o estatuto em comum acordo com a direção da Guarda e, para nossa surpresa, a direção suprimiu algumas cláusulas, mas a categoria decidiu entregar o projeto na íntegra?, afirmou Carlos Antônio. Sobre o PCC ele disse que está sendo pleiteado piso salarial de R$ 300, mais 100% de gratificação por risco de vida e adicional noturno de 50%. O valor do piso sobe de acordo com a classe do guarda municipal, que se subdivide de um a três. (FV)