Cidades
Pequenas cidades enfrentam as mesmas limita��es
Para moradores de cidades como Feira Grande, que conta com uma população de aproximadamente 23 mil habitantes e um PIB de R$ 46 milhões; e Coité do Nóia, com 12 mil habitantes e um PIB de pouco mais de R$ 26 milhões, a falta de políticas públicas e de gestores empenhados de fato no desenvolvimento dos municípios têm contribuído para o quadro de atraso nas localidades. ?Vivemos sob constante influência política e econômica de Arapiraca. Falta visão de política pública. Até para as coisas mais simples do dia a dia, sentimo-nos como se estivéssemos de braços cruzados?, lamentou o historiador Ademir Cesáreo, que nasceu e mora em Coité do Nóia. Para cursar a faculdade, ele teve de estudar no polo da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em Palmeira dos Índios. Assim como ele, a também historiadora Sheyla Cristina Salustiano teve de sair da cidade para se formar. Os dois consideram que se a cidade dependesse apenas dos políticos locais, travaria. ?O que tem proporcionado um pequeno crescimento a Coité do Nóia são os empresários da terra?, considerou Ademir, referindo-se ao setor imobiliário, com a abertura de loteamentos e construção de casas. Quando precisam de outros serviços, o caminho certo é Arapiraca.