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Pais relatam tortura em unidades de menores

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Integrantes da Rede Nacional de Defesa do Adolescente em Conflito com a Lei (Renade) passaram dois dias na capital em busca de informações sobre a situação do sistema socioeducativo de Alagoas. Nesse período, eles visitaram duas unidades de internação (uma masculina e outra feminina), conversaram com os menores, familiares e mantiveram diálogo com gestores. E disseram ter visto um cenário parecido com o observado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ano passado: o quadro é de superlotação, precariedade e vários relatos de tortura. O grupo veio a Maceió com o propósito de verificar as condições das unidades e como estão sendo implementadas as medidas socioeducativas no Estado. Os dados coletados servirão de base para um relatório amplo sobre o sistema, a ser divulgado no fim deste ano. Alagoas é o sexto Estado a ser visitado pela Renade. Ontem à tarde, após um diálogo com pais e mães de adolescentes infratores, no auditório da sede da antiga Ordem dos Advogados do Brasil de Alagoas (OAB/AL), o representante relatou as principais percepções que o grupo teve ao conferir a estrutura e a forma como as medidas socioeducativas estão sendo aplicadas. Segundo ele, vários pontos relatados e observados in loco são motivos de preocupação. Na conversa com os parentes dos internos, os integrantes da Rede ouviram relatos das demandas referentes à rotina dentro das unidades. ?Foi o momento de sentir um pouco mais da verdade do que está acontecendo nesses locais e com o padrão de emotividade que somente os familiares têm. Ouvimos problemáticas relativas a tratamento desumano, cruel e degradante, semelhantes a conceitos de tortura. Isso é preocupante porque, além da violação dos Direitos Humanos, vai de encontro a tudo o que é postulado pelo Estado democrático de direito?, comenta o articulador da rede, Rodrigo Deodato.

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