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Ex-secret�rio nega preju�zos

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Depois da denúncia do Conselho Estadual de Saúde (CES) de que a gestão passada da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) teria incinerado 50 toneladas de medicamentos, o equivalente a um total de R$ 50 milhões, o antigo gestor do órgão decidiu se defender. Em uma nota enviada aos conselheiros, o ex-secretário Jorge Villas Bôas diz que os valores denunciados estão incorretos. Segundo ele, o contrato assinado em 2012 entre a Sesau e a empresa Serquip, responsável pela incineração, comprovaria que a quantidade contratada para a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) é menor do que a que consta na denúncia. E que, além de medicamentos, outros materiais também estavam previstos no contrato, como correlatos e resíduos de todas as unidades ligadas à secretaria. ?Além do quantitativo mencionado na denúncia estar infinitamente superior ao previsto no contrato com a Serquip, não houve descarte de medicamentos na proporção denunciada?, diz ele. A nota esclarece ainda que o desabastecimento dos hospitais e unidades não tem nenhuma relação com os descartes, já que os medicamentos descartados estariam ?rigorosamente dentro da média nacional esperada?. O gestor expõe que os descartes corresponderam integralmente a aquisições feitas em gestões anteriores. CRÍTICA No documento protocolado no CES, o ex-secretário afirma que ?organizou, modernizou e equipou a estrutura física da assistência farmacêutica? e que foi implementado na Central de Abastecimento e em todas as unidades o sistema público do Ministério da Saúde, chamado Hórus. Jorge Villas Bôas ainda reclama do posicionamento do conselho. ?[.. .] os nobres conselheiros deveriam seguir a função primordial de acompanhamento e fiscalização, inerente a essa casa, e, diante da denúncia, verificar a veracidade ou não dos fatos, não divulgando inverdades?, diz, pedindo que a pauta seja acrescentada na próxima reunião.

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