app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5729
Cidades

Jovem baleado em a��o da PM fica parapl�gico

Familiares do jovem João Batista da Silva, de 21 anos, supostamente baleado por policiais militares na última semana, deram entrada, ontem, com um processo na Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) após o Hospital Geral do Estado (HGE) divulga

Por | Edição do dia 16/07/2015 - Matéria atualizada em 16/07/2015 às 00h00

Familiares do jovem João Batista da Silva, de 21 anos, supostamente baleado por policiais militares na última semana, deram entrada, ontem, com um processo na Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) após o Hospital Geral do Estado (HGE) divulgar que ele vai ficar paralítico. De acordo com a assessoria do hospital, o jovem se encontra internado na unidade hospitalar e não corre mais risco de morte. A assessoria informou ainda que, apesar do esforço das equipes médicas durante os procedimentos, João Batista da Silva deve ficar paraplégico como consequência de um disparo de arma de fogo. Conforme relatos prestados por Itamar da Silva Nemézio ao corregedor da PM, coronel Antônio Santos, o irmão dele teria sido baleado por policiais na tarde da quarta-feira da semana passada, 8, com um tiro nas costas. “Meu irmão não é bandido. Ele estava indo jogar bola com os amigos e foi confundido com alguém. Agora, ele está em uma cama de hospital algemado e sem poder andar”, explicou Itamar em seu depoimento. Segundo informações repassadas pelo HGE, o jovem já recebeu alta, mas continua no hospital algemado. Ainda não há, no entanto, informações sobre se ele vai para casa ou para alguma unidade do sistema prisional alagoano. “A verdade é que meu irmão não teve reação. Ele foi atingido por policiais que estavam à paisana. Depois disso, chegaram nove viaturas da PM e os policiais disseram que estavam em uma operação para prender suspeitos de crimes”, relatou. “Um dos policiais, inclusive, pedia para meu irmão ter calma, pois o socorro logo chegaria. A polícia fez um cordão de isolamento e nem a família teve autorização para ficar com ele, que estava caído”, acrescenta Itamar.

Mais matérias
desta edição