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Rapaz atingido por tiro pede ajuda

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Aos 21 anos, João Batista da Silva Nemésio tem esperança de que sua vida volte à normalidade, podendo trabalhar e retomar os estudos. Há cerca de uma semana, o jovem foi atingido por um tiro de arma de fogo, supostamente disparado por policiais militares, e ontem, depois de vários dias internado no Hospital Geral do Estado (HGE), voltou para casa. O rapaz mora com a mãe e irmãos no bairro Rio Novo, periferia de Maceió, e desde o último dia 8, quando foi alvejado numa suposta operação policial, sofre à espera de assistência. ?A bala ainda está no meu corpo. Não fui operado, nem um Raio X fizeram?, reclama João Batista. Ele pretende iniciar um campanha em busca de ajuda para voltar a andar. Embora no HGE, onde ficou algemado ao leito, o rapaz não tenha recebido um diagnóstico definitivo, familiares temem que ele venha a ficar paralítico em consequência do tiro. Entretanto, João Batista discorda dessa avaliação e garante que vai lutar muito para voltar a andar. ?Sinto minhas pernas tremer, queimar, formigar. Se eu estivesse paralítico não sentiria nada?, reage. Ele pede ajuda para enfrentar a situação, pois sua família é pobre e não dispõe de recursos para levá-lo a um ortopedista ou outro profissional que possa avaliar seu quadro clínico. A família vive do benefício de uma irmã, que é especial, e do salário de outro. O rapaz conta que estava indo jogar bolar num campinho próximo de casa quando, de repente, surgiram quatro carros, sendo dois do modelo Palio, da Fiat, e duas viaturas caracterizadas da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). O grupo foi surpreendido pelos tiros disparados de dentro dos veículos, sem nenhuma ordem para que parassem ou colocassem as mãos na cabeça. ?Meus colegas correram, e eu fiquei sem saber o que fazer. Quando corri eles atiraram nas minhas costas. Fiquei acordado, vendo tudo, ouvindo eles dizendo que eu tava armando, que tinha droga?, relata João Batista. Segundo o jovem, depois de vê-lo ferido, os próprios policiais procuravam acalmá-lo, dizendo que providenciaram o socorro.

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