Cidades
Or�amento familiar apertado afeta setor
Frequentar, semanalmente, o salão de beleza não faz mais parte da rotina de Cristiane Limeira, profissional da área de Recursos Humanos. Ela investia, em média, R$ 400 por mês em serviços estéticos. Diante do aperto no orçamento familiar, reduziu sua frequência ao salão para uma vez por mês. ?Vinha ao salão toda semana e desfrutava de um pacote de serviços. Corte de cabelo, escovinha, hidratação, corte de unhas. De alguns dias para cá, apareço uma vez por mês para ajeitar o cabelo. Agora, corto e pinto as unhas em casa mesmo?, explicou à Gazeta de Alagoas, na tarde da última quarta-feira, 15. A necessidade de adequação do orçamento doméstico ao novo cenário de elevação dos preços dos serviços não é novidade na vida de Cristiane Limeira, mas, desta vez, atingiu os cuidados com a estética. ?A gente não descuida da beleza, mas busca alternativa para não comprometer o orçamento?, comentou. Ao primeiro sinal de mudança nos hábitos da clientela, a dona do salão também se adaptou. Colocou um banner na calçada do negócio, anunciou promoção para corte masculino. Aliás, passou a cobrar o mesmo valor pelos serviços. Outra: fez preço padronizado para escovação, corte e pintura de unhas.