app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5731
Cidades

Abuso sexual � pr�tica frequente nos �nibus

Aglomerações nos pontos de ônibus, trânsito lento, a infinita demora do transporte que surge sempre lotado. Quem depende do transporte público para se locomover conhece bem a hora do “rush”, cena que se repete todos os dias, nos horário de pico das grande

Por | Edição do dia 26/07/2015 - Matéria atualizada em 26/07/2015 às 00h00

Aglomerações nos pontos de ônibus, trânsito lento, a infinita demora do transporte que surge sempre lotado. Quem depende do transporte público para se locomover conhece bem a hora do “rush”, cena que se repete todos os dias, nos horário de pico das grandes cidades. Entre o amontoado de gente que vai e volta da escola ou do trabalho diariamente, estão as mulheres, que além de sofrer com a precariedade do transporte público urbano, são constantes vítimas de abuso sexual dentro dos coletivos. Inúmeros são os relatos de “encoxadas” e “mãos bobas” no interior dos ônibus, cometidas por homens que acreditam que tal como o transporte, o corpo das mulheres é público. Não é difícil encontrar uma mulher que já passou por isso. O ambiente instável, abarrotado de gente, onde fica difícil até se movimentar durante uma viagem, é usado como desculpa para tocar de forma abusiva no corpo feminino. O aperto dos ônibus é a desculpa “número 1” dos abusadores quando eles são indagados sobre a atitude errada. Os relatos são os mais diversos, desde o homem que passa pelo corredor do ônibus se esfregando no maior número de mulheres possível, até o daqueles que se masturbam nos assentos dos transportes. CULTURA DO MEDO Membro da executiva estadual do Movimento Mulheres em Luta (MML), Elita Isabella, de 29 anos, ouve as declarações de mulheres que sofrem esse tipo de constrangimento, seja de forma discreta ou mais agressiva, e discute o assunto durante os encontros promovidos pelo movimento que atua na defesa dos direitos das mulheres alagoanas e contra as manifestações de violência há cerca de dois anos.

Mais matérias
desta edição