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Idosos sobrevivem em institui��es sem estrutura

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A maioria das 500 pessoas internadas nas instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), os antigos asilos ou abrigos, foi abandonada pelas famílias. Os mais pobres perderam, inclusive, a referência familiar. Entre as 17 instituições oficiais em Alagoas, nove estão estabelecidas em Maceió e oito no interior. Tem ainda duas clandestinas em bairros da capital. Durante uma semana, a Gazeta de Alagoas visitou as ILPIs, conversou com abrigados e ouviu histórias de ingratidão, descaso e desumanidade. Como a de uma mulher de 78 anos que, com vergonha das duas filhas e para não prejudicá-las, pediu para não ser identificada. A filha mais velha, certo dia, convidou a senhora para fazer exames de a saúde na Casa do Pobre de Maceió (que funciona como abrigo de homens e mulheres há 41 anos), no bairro da Ponta Grossa. Chegando lá, colocou-a na cadeira e disse que iria fazer um lanche e voltava rápido. A senhora espera pela filha há mais de dez anos. Histórias como essa se multiplicam nos abrigos. Os filhos e netos levam os idosos, deixam a documentação deles e desaparecem. As instituições tentam convencer as famílias a visitar os abrigados. CONSELHOS Se os conselhos Estadual e municipais de Defesa dos Direitos dos Idosos funcionassem em Alagoas como devia, as pessoas acusadas de abandono dos idosos nos asilos seriam detidas pela polícia, condenadas pela Justiça e estariam sujeitas à pena de prisão. Mas o Conselho Estadual do Idoso não tem carro, não fiscaliza nada há um ano por falta de técnicos habilitados e funciona precariamente numa das dependências da Secretaria Estadual de Assistência Social, no bairro do Poço.

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