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Calor n�o aquece as vendas de �gua-de-coco

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FERNANDA MEDEIROS O verão nunca esteve tão quente como este ano. Mas o que seria um ponto favorável para os ambulantes da orla marítima de Maceió, que comercializam água-de-coco e mineral, refrigerantes, sorvetes, entre outros produtos que ajudam a matar a sede e o calor, está sendo um fracasso. Segundo eles, as vendas caíram em torno de 30% a 50%, este ano, em relação a igual período do ano passado. ?Nem a temperatura elevada está colaborando. Parece que as pessoas não estão se incomodando com o calor e com a desidratação que podem apresentar?, lamentou a ambulante Josefa Maria da Conceição. Ela comercializa água-de-coco, água mineral e refrigerantes na Praia de Jatiúca, há 12 anos e afirma que o movimento está muito fraco. ?Antes, eu vendia de 600 a 800 unidades de coco verde por semana. Hoje, infelizmente, só chego a vender 300 por semana?, disse, acrescentando que a Prefeitura é responsável, em parte, por esse quadro desfavorável aos ambulantes. ?Com as praias sujas, os turistas não aparecem, são levados pelos guias turísticos, para praias distantes da cidade. A Prefeitura deveria cuidar mais de nossas praias, padronizar as barracas e quiosques e nos oferecer uma estrutura melhor?, opinou. Edvaldo Moraes dos Santos, outro vendedor de água-de- coco e refrigerantes da Praia da Pajuçara, também lamenta a queda nas vendas. ?O verão está fervendo, mas as vendas estão frias, geladas?, brincou. ?Há dez anos comercializo nesta área e nunca vi um movimento tão fraco. Tivemos uma queda no índice de vendas de 50%?, revelou, acrescentando que chegou a vender de 100 a 150 cocos por dia, nos seis primeiros dias deste mês, mas agora as vendas despencaram. ?Só estamos vendendo 60 unidades por dia. Os turistas sumiram?, lamentou. Segundo ele, os turistas não costumam freqüentar a Pajuçara, por falta de uma divulgação maior do local. ?A Praia da Pajuçara é um dos principais cartões-postais de Maceió, mas o local não está sendo bem divulgado. A Prefeitura deveria limpar as praias, dotá-las de uma melhor infra-estrutura. Aí, sim, os turistas apareceriam. Infelizmente, isso não é feito e a gente é quem sofre?, lamentou. No centro de Maceió, as vendas também estão paradas, segundo afirmaram os ambulantes locais. Claudemir Santos da Silva vende água-de-coco no mesmo local há dez anos e afirmou que o movimento está o mesmo de igual período do último ano. ?As vendas estão boas, pois chego a vender 110 cocos por dia, porém, os números não diferem do ano passado. Pelo fato de o calor estar mais forte, este ano, o movimento poderia ter crescido. No entanto, está a mesma coisa?. Benício José da Silva comercializa água-de-coco, refrigerante, água mineral na praça dos Palmares, no Centro, e afirma que o movimento está fraco. ?Há seis meses comercializo aqui, mas estou desanimado, pois as vendas caíram muito?, revelou.

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