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Prefeitura aciona a Justi�a contra paralisa��o de m�dicos

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A decisão da Prefeitura de Maceió de pedir na Justiça a decretação da ilegalidade da greve dos médicos do PAM Salgadinho não muda em nada a posição dos profissionais que, desde a última segunda-feira, decidiram cruzar os braços para exigir condições de trabalho. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão, todos os trâmites que devem preceder a paralisação foram cumpridos, e só tem um jeito de a categoria suspender o movimento: a recuperação do prédio onde funciona o PAM Salgadinho, ou a viabilização de outro prédio com condições de atendimento. ?Os médicos cruzaram os braços por falta de condições de trabalho no PAM Salgadinho. Isso ficou claro até mesmo no parecer técnico do engenheiro contratado pela prefeitura. O laudo confirma que aquele prédio não oferece condições para funcionamento de um posto de saúde. Se fosse uma unidade privada, já tinha sido fechada pela Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, até pelo Bope?, diz Galvão. Segundo ele, a situação, que envolve, também, falta de material e de manutenção de equipamentos de exames, era de conhecimento da prefeitura, e a preocupação da categoria também. E há, pelo menos, dois meses, o Sinmed vinha tentando agendar uma audiência com o prefeito Rui Palmeira (PSDB) para discutir o assunto e buscar uma saída, mas nunca teve resposta. ?Está tudo documentado, com cópia dos ofícios e relatório da situação. E encaminhamos cópia de todo o processo para o presidente do Tribunal de Justiça (TJ). Acredito que a Justiça vai dar razão a quem tem. E, nesse caso, quem está com a razão é a classe médica?, diz Wellington Galvão.

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