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MP denuncia quatro militares pelo sumi�o e morte de Davi da Silva

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Prestes a completar um ano do desaparecimento do adolescente Davi da Silva, de 17 anos, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou, esta semana, os quatro militares do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) por tortura seguida de morte e, ainda, ocultação de cadáver. No entendimento dos integrantes da 59ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, os policiais abordaram a vítima, torturam, levaram-na algemada na viatura para um local até agora desconhecido, assassinaram e ainda esconderam o corpo dela. Eudecir Gomes de Lima, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, Victor Rafael Martins da Silva e Nayara Silva de Andrade são os réus nesse processo que tramita na 14ª Vara Criminal da Capital ? Auditoria Militar. Os militares estão afastados do policiamento ostensivo desde o fim do ano passado, quando foram acusados de sumir com o adolescente após uma abordagem no dia 25 de agosto, no Conjunto Carminha, no Benedito Bentes. O MP decidiu pela denúncia com base nas provas testemunhais acostadas ao processo. As seis que foram interrogadas afirmaram terem visto a abordagem a Davi e a mais um menor, também de 17 anos, considerado a testemunha principal do caso. O jovem disse que os policiais exigiram que os dois indicassem qual o paradeiro de um suspeito de tráfico da região, que supostamente teria repassado as bombinhas de maconha que eles escondiam. De acordo com o processo, Davi era gago, ficou bastante nervoso e teve dificuldades para se expressar, sendo mal interpretado pelos integrantes da guarnição. Nayara, inclusive, foi a policial que teria perdido a paciência com o menor durante a revista. ?Davi da Silva foi repreendido pela policial Nayara, que se sentiu ofendida e perguntou-lhe se achava que ela era uma ?cachorra?, momento em que Davi fora algemado e posto na mala da viatura, ao passo que ele (a testemunha) era agredido fisicamente pelo indiciado Eudecir, que começara a desferir golpes em suas partes íntimas, enquanto os outros acusados a tudo assistiam?, informou o MP, na ação proposta. Segundo os promotores, as testemunhas reconheceram os policiais por meio de fotos.

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