Cidades
Visitas ajudam na ressocializa��o
O trabalho de ressocialização depende de um bom acompanhamento psicológico, com palestras e terapias individuais para acompanhar os transtornos, quase sempre, de humor e de ansiedade. A psicóloga Leila Moura trabalha o respeito mútuo e se dedica a convencer os detentos a mudar a visão que têm de si próprios, a ter um objetivo diferente, para então mudar a visão que têm da sociedade. ?Não trabalho o crime, mas a pessoa, o ser humano em sua totalidade, o biopsicossocial, o espiritual. O trabalho com a família é de mostrar que eles são amados, a família faz parte da sociedade, também a religiosidade dá um fortalecimento de ego incrível?, observa. Tanto que Leila identifica dois públicos distintos, os que são visitados e os que não são. ?Aquele que não recebe visita tem dificuldade de minimizar a ansiedade, de pensar como vai sair, como será recebido, já que o processo de prisão foi de abandono?. Em muitos casos, os serviços de Psicologia e Assistência Social dos presídios fazem a busca ativa, com visita domiciliar à família, para convencer sobre a necessidade da presença, principalmente dos filhos e da esposa.