Cidades
Servidores paralisam atividades
De um lado servidores administrativos e médicos. Do outro, a prefeitura. O assunto: o segundo maior posto de atendimento médico do Brasil, o PAM Salgadinho, localizado no bairro do Poço, em Maceió, e que em termos de centro de especialização perde apenas, segundo o sindicato que representa os servidores federais que atuam na unidade, o Sindprev, para um do Rio Grande do Sul. É por lá que, desde 1984, quando foi construído, centenas de pessoas vindas de toda parte do Estado passam diariamente em busca de atendimento nas mais diversas áreas de saúde. É lá também que há dois meses servidores e município travam uma batalha. Uma troca de acusações e denúncias mútuas. Enquanto os servidores, incluindo os médicos, apontam para a falta de estrutura do PAM, a prefeitura aponta para o que considera uma mobilização contra a determinação para que os funcionários passem a trabalhar os dois horários e registrem a frequência diária em ponto eletrônico. O que, segundo o município, teria motivado a paralisação das classes. Enquanto isso, uma terceira categoria, a dos usuários do PAM, sofre as consequências. Apenas 30% dos serviços serão mantidos nas 48 horas de paralisação, que caminha para um movimento por tempo indeterminado, com a adesão de outras unidades municipais. ?No dia 18 há uma perspectiva de reunião com a Secretaria Municipal de Saúde. A expectativa é que seja apresentado um plano de reestruturação do posto. Se isso não acontecer, a categoria deve parar por tempo indeterminado?, afirma Cícero Lourenço, presidente do Sindprev, que ontem pela manhã liderou mais uma manifestação dos servidores no PAM Salgadinho. Ele afirma que a insatisfação ganha corpo e atinge servidores de outros postos de saúde, a exemplo do PAM Bebedouro, onde teria sido feita uma espécie de ?maquiagem? na estrutura da unidade para que voltasse a funcionar. Relata ainda a situação do PAM do Salvador Lyra, onde, segundo afirma, há dois anos foi colocada uma placa de reforma, o que nunca aconteceu. ?A prefeitura disse então que a unidade seria transferida para um outro imóvel, mas não funciona por falta de energia?, diz.