Cidades
Grevistas bloqueiam acesso � Ufal
Em greve há dois meses e meio, docentes e técnicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) realizaram, ontem, uma assembleia pública na entrada do Campus A. C. Simões, em Maceió, demonstrando que ainda há fôlego para manter a paralisação por tempo indeterminado, enquanto tentam avançar nas negociações com o governo em busca de uma nova proposta salarial que tenha aceitação da categoria. A última proposta do governo federal ofereceu reajuste de 21%, divididos ao longo dos próximos quatro anos. A categoria luta por 27% e não aceita parcelamento a longo prazo. Segundo Emerson Oliveira, da coordenação-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), a proposta do governo não repõe sequer a inflação acumulada nos últimos quatro anos, dois dos quais, totalmente sem reajuste. ?Não estamos lutando por aumento, mas por reposição da inflação que corroeu nossos salários. Tivemos dois anos sem qualquer reajuste, e dois anos com índices abaixo da inflação. Não dá para negociar o parcelamento pelos próximo quatro anos de uma reposição que já vem acumulada há outros quatro anos?, diz ele, reforçando que a tendência apontada na assembleia de ontem foi de que o movimento será mantido até que o governo ofereça uma proposta melhor, e que as atividades de greve serão intensificadas.