Cidades
Laudos empacam em manic�mio
Mais de mil laudos estão empacados no Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ) Pedro Marinho Suruagy devido à falta de corpo técnico suficiente para expedi-los. São ordens judiciais e pedidos feitos pela polícia de incidentes de insanidade mental (investigação médica e psicológica para verificar a integridade mental de uma pessoa) e outras avaliações dos próprios pacientes internados na unidade. O manicômio judiciário alagoano está em obras para reparos nas 10 alas, mas está longe de oferecer o serviço adequado aos presidiários e à população encaminhada para exames. Atualmente, três médicos especialistas em psiquiatria se revezam no atendimento aos internos e ao público que chega para ter a sanidade mental avaliada. Dos profissionais, um é do quadro efetivo, outro é contratado e o terceiro, cedido pelo Estado. O ideal, conforme o gerente-geral do CPJ, Elder José Rodrigues, seria dispor de oito psiquiatras. O número atual, segundo ele, só consegue expedir os laudos dos reeducandos. A demanda externa deixa de ser contemplada em tempo hábil e o Poder Judiciário já adotou a medida de aplicar multa ao Estado (que corresponde a quase R$ 4 mil por dia) por descumprimento da expedição do documento. Na prática, o laudo da integridade mental é importante para inquéritos e processos de acusados de cometimento de delitos. Os exames até que são feitos, após agendamento, mas o resultado fica para segundo plano. ?Temos demanda reprimida de 2010, cujos laudos ainda não foram feitos. Infelizmente, a culpa não é desta e nem da outra gestão. O Estado não dá estrutura e corpo técnico suficientes para mantermos o ritmo de trabalho proporcional aos atendimentos realizados. A única solução seria o concurso público para suprimento destas vagas?, afirma o médico Fabrício Ferreira de Aquino, contratado para prestar serviço no CPJ.