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Professores do munic�pio d�o ultimato � Prefeitura

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Os professores da rede municipal de ensino podem entrar em greve no dia 3 de fevereiro, caso a Secretaria Municipal de Educação não apresente, na quinta-feira (30), o calendário para o pagamento dos salários da categoria até, no máximo, o dia 10 do mês subseqüente ao trabalhado. A presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), Josefa da Conceição, informou que na última audiência com o sindicato a secretária municipal de Educação, Ana Dayse, se comprometeu a apresentar esse calendário até o dia 30. ?Se essa proposta não for concretizada, vamos realizar uma assembléia no dia 3, às 9 horas, no Sindicato dos Urbanitários, já chamando a categoria para a greve?, adiantou. A greve pode comprometer o início do ano letivo na maioria das escolas municipais, que retoma às aulas em fevereiro. Josefa explicou que durante uma greve dos professores da rede municipal, em setembro de 2001, foi estabelecida a descentralização dos recursos da Educação, como determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef). Com essa conquista, os professores imaginavam que a partir de 2002 começariam a receber os salários dentro do mês trabalhado. Mas isso não ocorreu até agora, sob a alegação de que os recursos apenas da educação não são suficientes para garantir o pagamento dos salários dentro do mês trabalhado. ?Os argumentos da secretaria para que até agora isso não tenha acontecido não nos convencem?, ressalta Josefa. Atualmente, o calendário de pagamento dos funcionários da Prefeitura de Maceió tem início entre os dias 5 e 10 de cada mês e só é concluído no dia 26. Além da garantia do pagamento dos salários dentro do mês trabalhado, os professores do município travam uma luta para a revisão do Plano de Cargos e Carreiras do Magistério (PCC), em vigor desde 98, e que seja unificado com o do pessoal administrativo da educação. Segundo Josefa, quem mais teve perdas com o plano foram os professores aposentados, que passaram a receber igual aos profissionais em meio de carreira. (MFA)

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