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V�timas de infarto t�m atendimento agilizado

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?Era uma da manhã, quando comecei a sentir a dor no peito. Veio forte. Tomei um chá de colônia, mas não passou?. Esse relato é do aposentado João Lucas da Silva, 75 anos. Ele foi vítima de infarto. Estava em casa, sozinho, quando sentiu os primeiros sintomas. Era madrugada de sábado, 1º de agosto. Passados alguns minutos, e com a insistência da dor, ligou para o filho. Foi levado imediatamente para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche, em Maceió. Esse procedimento é o mais acertado. ?Hoje, a maioria dos pacientes, com sintomas de infarto, leva em média 4 horas para se encaminhar ao hospital. Esse tempo deveria ser reduzido a minutos. Quanto mais tempo o paciente leva para receber atendimento, maior o risco de sequelas e de morte?, explica o cardiologista Ricardo César Cavalcanti. No HGE, João Lucas foi avaliado na Unidade de Dor Torácica (UDT). Em seguida, com o acompanhamento de um cardiologista, foi para o Hospital do Coração (HCor), numa ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na mesma madrugada, foi submetido a cateterismo e angioplastia primária ? procedimentos que impedem possíveis sequelas do infarto e a morte. João Lucas recebeu alta três dias depois. Está agora na casa da filha, Cleide da Silva, na cidade de Rio Largo, com a alegria de quem venceu mais uma batalha. ?Eu estou bem, graças a Deus. O médico pediu que eu maneirasse na gordura, me alimentasse melhor e não chegasse mais perto de cigarro. Devo voltar ao hospital, mas só para fazer o acompanhamento?, contou o aposentado. O serviço prestado a João Lucas foi possível em razão de um convênio entre o Hospital Geral e o HCor, assinado em abril deste ano. Nos dois primeiros meses de funcionamento, junho e julho, 30 pacientes foram atendidos.

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