Cidades
Franc�s vira para�so das drogas
?Socorro?: este é o pedido de mães da classe média alta que moram no município de Marechal Deodoro e áreas nobres de Maceió para os filhos adolescentes que frequentam as festas e as badalações, na Praia do Francês e sítios na zona rural daquela região do Litoral Sul, regadas a cocaína, ecstasy, LSD e outras drogas. Duas dessas mães procuraram a Gazeta de Alagoas desesperadas com a situação dos filhos e amigos deles, a maioria universitários, envolvidos com o consumo exagerado de drogas sintéticas. Elas contaram que já têm jovens com a saúde mental abalada por causa das drogas. Segundo elas, que pedem sigilo de seus nomes, os jovens com idades que variam entre 16 e 24 anos são atraídos para as ?baladas?, onde é livre o consumo de ecstasy, LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico) Céu da Boca (um alucinógeno de fórmula ainda desconhecida pela polícia que é aplicado no céu da boca com um adesivo), cocaína... Boa parte das drogas vem da Colômbia, Paraguai, México, e de países da Europa. Como são substâncias caras e de acesso restrito à classe média alta, os usuários, quando têm dificuldades em encontrá-las, fabricam alucinógenos com fórmula caseira a partir de substâncias como anestésicos, drogas para tratamento de doenças mentais e até anabolizantes de animais. ?Os efeitos são assustadores. Os usuários ficam dois e três dias alucinados, violentos, desconhecem a própria família e ficam delirando?, disse uma das mães, chorando. A filha dela tem 19 anos e estuda numa faculdade particular, em Maceió. A mãe suspeita de que a moça consuma droga sintética há dois anos. O namorado dela também é universitário, mora numa área nobre de Marechal Deodoro e costuma frequentar festas em Maceió. ?A minha filha era uma pessoa tranquila, gostava de estudar. Mas de um tempo para cá só quer saber das festas. Ela muda de humor com muita facilidade, é bipolar, quando chega das festas vem com síndrome do pânico e percebo que ela já apresenta sinais de distúrbio mental?, disse a empresária.